História da NAÇÃO
OSASQUENSE
O INÍCIO
O
futebol profissional de OSASCO ficou sem representação desde o afastamento
do Monte Negro FC, em 1992. Porém em 1997 voltamos à cena, pois
o mesmo clube foi substituído pelo OSASCO FC, que disputaria a Série
B1-B, o equivalente à quinta divisão do Paulistão. Aos poucos,
em volta dele, torcedores começaram a se juntar tanto que, no ano seguinte,
esses mesmos torcedores acompanhavam a equipe em caravanas pela Grande São
Paulo e interior. Não mediam esforços enfrentando chuva, frio, sol
- ora lotando ônibus, ora de carro, ou até mesmo de trem (como aconteceria
em Suzano e em Itaquaquecetuba).
Contudo
o ano de 1998 não trouxe o primeiro acesso do "novo" clube, mas
os destemidos torcedores não se deram por derrotados, pois foram homenageados
em evento oficial do clube, com direito ao recebimento de um troféu. Quatro
foram os homens que receberam a congratulação: Marcão, Eduardo,
André e Adriano. O dia: 05 de fevereiro de 1999 - esta passou a ser a data
da fundação da nova torcida, que Eduardo batizou como NAÇÃO
OSASQUENSE.
Com a fundação
houve o crescimento. Marcão foi nomeado presidente e Eduardo o vice. Os
quatro fundadores, mais o torcedor Junior, financiaram a primeira faixa, inauguando
o lema "JUVENTUDE GARRA CORAGEM". As cores da mesma eram vermelho, verde
e branco - cores do Osasco FC e da bandeira de nossa cidade. No mesmo ano a torcida
ainda não teve a alegria do acesso, mas a disposição e atitude
continuaram.
BI-CAMPEÃO!!
Em
2000 o Osasco FC se viu forçado a se licenciar do futebol profissional
por dívidas e perda da sua sede no Jardim Iguassu (desapropriada pra as
obras do Rodoanel). A NAÇÃO OSASQUENSE quase se viu sem sua razão
de existir, mas o departamento de futebol foi absorvido por outro clube da cidade,
fundado em 06 de abril de 1984 para representar a cidade nos eventos esportivos,
como Jogos Regionais e Jogos Abertos do Interior, o ESPORTE CLUBE OSASCO (ECO),
de cores azul e branco (vejam a semelhança entre Osasco e Itália:
bandeiras vermelha-verde-branca, mas camisa azul em suas equipes de futebol!).
Assim a cidade continuava sendo representada.
A
NAÇÃO OSASQUENSE não deixou por menos: mesmo mudando suas
cores continuou a acompanhar o nosso futebol profissional com um único
representante. As caravanas continuavam e o time sentia a força que vinha
das arquibancadas. Nos jogos do mata-mata da quinta divisão daquele ano
(Série B-2) as arquibancadas do Estádio Professor José Liberatti
(Rochdalle) lotavam e vibravam com as emocionantes e difíceis classificações
do ECO. As caravanas eram cada vez maiores: dois ônibus para Guarujá,
quatro ônibus para Monte Azul Paulista e Santos (contra o Jabaquara)...
Até que chegou o dia 26 de novembro de 2000. Havíamos vencido no
domingo anterior o Radium de Mococa em Osasco por 1 a 0 com as arquibancadas pulsando.
Era semifinal da B-2. Bastava um empate em Mococa para o tão sonhado acesso;
então oito ônibus viajaram cheios de torcedores da NAÇÃO
OSASQUENSE e da Loucos de Osasco (torcida do BCN/Osasco - equipe de vôlei
feminino) por 380 km para o decisivo jogo. O Radium, cuja torcida de dez mil pessoas
hostilizou a nossa, abriu o placar aos 36 minutos do segundo tempo; os caipiras
já davam como certo o acesso, porém aos 44 minutos do segundo tempo
o lateral Junior, que fora reserva o campeonato todo, arrisca da intermediária
após rebote em escanteio; o goleiro Lauro franga... GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOLLLLLLLL
DO ESPORTE CLUBE OSASCO! Trezentos torcedores calam o resto do estádio
e passam a somente esperar os minutos finais para finalmente CONQUISTAR O ACESSO!
E a NAÇÃO OSASQUENSE tem finalmente o seu momento de júbilo
nas arquibancadas. Nos dois domingos seguintes o EC Osasco fez a final da divisão
com o Palmeiras B, venceu e conquistou o seu primeiro título.
Em
2001 uma novidade que fincou raízes: a disputa da Copa São Paulo
de Juniores. Há cinco anos, de modo ininterrupto, a cidade sedia uma chave
da competição e o clube participa do chamado "vestibular da
bola". E a NAÇÃO OSASQUENSE se faz presente todos os anos,
sempre sendo registrada pelas câmeras de TV.
Novo
ano, nova divisão, mudanças na diretoria. Marcão e Eduardo
necessitaram mudar de cidade. Nílton, presidente da Acadêmicos do
Rochdalle (bairro do estádio), Torcedor atuante, passa a exercer a presidência
da Torcida. Edson e Roqueiro passam a integrar a diretoria, junto com Rogério
e Leonardo. Todos esses, com exceção do último, permanecem
até hoje na Torcida e na diretoria.
E
a nova diretoria continuou o legado dos fundadores. Agora a torcida possuía
bandeiras pequenas e médias, além de fabricar camisas, financiadas
pela própria torcida. O nome NAÇÃO OSASQUENSE passou a ser
mais divulgado e conhecido nas cidades. A atitude, a garra e a coragem prosseguiram:
enfrentamos dificuldades com as torcidas do XV de Caraguá e do Barretos
(este passou a ser um dos nossos rivais), mas superamos ambas e mostramos maior
força. Inclusive em Barretos, num jogo histórico (24 de junho de
2001) que terminou com a vitória por 2 a 0 do EC Osasco e sete jogadores
rivais expulsos, fomos com um único ônibus, levando faixas e bandeiras;
por uma hora e meia a torcida do touro tentou nos pegar cercando as saídas
do estádio - sem sucesso! De nada adiantou o cerco pois somos a NAÇÃO
OSASQUENSE que nada teme... Saímos festejando sem sofrer um golpe sequer.
Contamos
também com o apoio do vereador Délbio Teruel (na época, do
PL), presidente da Câmara dos Vereadores de Osasco. Este bancou a confecção
de uma bandeirão, que nos acompanhou em jogos dentro e fora de casa; além
disso, sempre que possível, o vereador se fazia presente ao lado da Torcida.
Nesta divisão viajamos até com ônibus de linha - cedido para
nós na partida contra o Palestra, em São Bernardo do Campo (junto
com outro, de viagem). Tanta disposição foi premiada com o segundo
acesso seguido e o título da B-1 (quarta divisão) em 2001. Agora
estávamos na A-3! A Câmara Municipal de Osasco reconheceu o nosso
esforço e, em nme do vereador Roberto Trapp (PT) foi-nos feita uma moção
de congratulação. A atitude da Torcida teve o seu reconhecimento.
TEMPOS
DIFÍCEIS
A
NAÇÃO passou a encarar a A-3, com clubes e Torcidas tradicionais.
Depois de um começo fraco, a equipe começou a reagir em campo; e
nós continuamos a acompanhar a equipe de ônibus, carro ou trem. Porém
tivemos dificuldades na relação com o clube, que demorou-nos a fornecer
ônibus através da Prefeitura (já que esta negava sistematicamente
nossos pedidos).
Além
disso a diretoria do clube não estava mais próxima da Torcida. Chamou
a atenção quando, na partida contra o União Mogi, fora de
casa, o presidente do clube, Juvenal Ferreira, literalmente evitou a NAÇÃO,
mudando de lugar na arquibancada. Por sinal a Torcida foi para Mogi das Cruzes
por meios próprios. Por esse distanciamento a Torcida decidiu mudar de
time, ou melhor, retornar às origens: o Osasco FC voltou à ativa
e nos dispusemos a acompanhá-lo. Porém também houve desavença
entre diretores da Torcida e presidente deste clube. O mesmo não compreendeu
que os Torcedores, sem envolver o nome da NAÇÃO, continuavam a prestigiar
o ECO, e não podiam negar sua história pregressa com o clube azul.
A intenção era torcer pela cidade,
já que não havia rivalidade, desde que o nome NAÇÃO
ficasse vinculado ao OFC. Frente à esses desentendimentos nos dois clubes
profissionais da cidade, a NAÇÃO teve que fazer sua opção
- e preferiu prossegiur com o ECO, não acompanhando mais o Osasco FC.
Ainda
durante a A-3 de 2002, e desde após a final da B-1, fortaleçemos
a Loucos de Osasco nos jogos de vôlei feminino do BCN/Osasco em resposta
ao apoio na B-2 e na B-1. Na época o diretor Édson financiou a faixa
"Uma Nação Osasquense" - faixa esta que foi levada a vários
ginásios, inclusive em Curitiba (contra o Rexona/Paraná) e em Minas
(contra o MRV/Minas); contudo os mineiros não autorizaram a colocação
de nossas faixas, dando explicações nada convincentes - nada que
nos calasse. Orgulha-nos de ter ajudado na conquista do Paulista/2001, mas fomos
vice da Superliga/2002.
Voltando
à A-3 e o emocionante crescimento do time, tivemos memoráveis viagens
à Jaú, Piracicaba e Itápolis. Para essa cidade fomos duas
vezes; a segunda foi decepcionante, com a derrota do clube em campo para o Oeste
e a perca do terceiro acesso seguido. A torcida adversária, que fora cordial
incialmente, mostrou-se traíra e nos hostilizou; foi necessário
até o desentendimento com os policiais presentes. O pior estava por vir:
a EXTORSÃO praticada na volta da viagem, no Posto Bandeirantes (Km 80 da
rodovia de mesmo nome); foi-nos tomado dinheiro por maus policiais para que fossemos
liberados após o furto de alguns pacotes de bolacha (algo executado por
torcedores não-associados e irresponsáveis); isso durou cerca de
duas horas, com direito a revista policial e insultos. Os torcedores não
se calaram e entraram com processo na Corregedoria da Polícia Militar de
São Paulo; contudo não tivemos sucesso, pois foi declarado falta
de provas suficientes. Restou-nos duas alegrias: quase que estes maus policiais
perderam a farda e, em 2004, soubemos que o gerente do referido posto à
época da humilhação - que fora conivente com as irregularidades
das autoridades que solicitou - foi demitido.
Apostaram
no fim da Torcida, porém nada pára a NAÇÃO. E no ano
segunte, 2003, voltamos com a mesma atitude, mas o time não respondeu em
campo - inclusive quase foi rebaixado. A NAÇÃO OSASQUENSE não
silenciou e estimulou a equipe a reagir e escapar do rebaixamento. Lamentavelmente
alguns jogadores e a diretoria não reconheceram nosso esforço. Ao
menos conquistamos duas amizades nos jogos em Osasco: a Super Raça Quinzista
(XV de Piracicaba) e a Burrão Chopp (EC Taubaté). Houve respeito
destas duas torcidas para com nós, e em troca ganharam a nossa consideração.
Desde então quando nos encontramos com alguma dessas duas torcidas há
um ótimo clima de descontração e muita CERVEJA! Com a Super
Raça sempre nos encontramos em jogos pela A-3 e Copa Estado de São
Paulo, seja em Osasco, seja em Piracicaba. Com a Burrão os encontros posteriores
ocorreram junto com outra torcida amiga nossa (como verão adiante): a Fúria
Andreense; além disso, congratulamos o EC Taubaté pelo merecido
título da A-3 daquele ano (mas não ganharam do EC Osasco... haha).
E
no mesmo ano outra alegria: BCN/Osasco campeã da Superliga! Apoiamos o
tempo inteiro e o título foi a recompensa. Porém sentimos as primeiras
atitudes equivocadas de diretores (?) da torcida do vôlei, recriminando
a presença do azul do ECO. Por que isso, se o EC Osasco é uma representação
que honra a cidade? Além disso, não gostamos dos bons-tratos dado
à torcidas que nos tratavam mal nos jogos fora da cidade. Isso não
fez com que os membros da Loucos não fossem bem-vindos - pelo contrário,
especialmente os amigos do Piratininga e do Aliança (bairros osasquenses).
Em
2003 o EC Osasco disputou pela primeira vez a Copa Estado de São Paulo;
não tivemos bom desempenho, mas tivemos bons públicos, colocamos
medo em "juiz ladrão" no empate em casa por 2x2 com a Ferroviária
e ganhamos uma grande amizade: a Fúria Andreense. Foram 2 jogos (um em
Santo André e outro em Osasco) onde se teve um ótimo clima de afinidade
mútua. Fizemos uma nova faixa: "Nação Osasquense",
em letras brancas e fundo azul. Porém tivemos um duro aprendizado: para
acompanhar o time passou a ser necessário, muitas vezes, bancar (de nossos
próprios bolsos) o deslocamento a longas distâncias - alugando vans
ou viajando com os carros de torcedores (algo que já fazíamos de
modo menos freqüente). Ao menos estávamos ganhando experiência
para os próximos anos e firmando um caminho à uma maior independência.
RETROCEDER
NUNCA, DESISTIR JAMAIS
Com
as amizades firmadas partimos para o ano de 2004 buscando o nosso crescimento.
No começo do ano ocorreu um bom fato: a reunião entre NAÇÃO OSASQUENSE, torcedores
em geral e diretoria do EC Osasco - como um pacto pelo acesso. Algo muito positivo,
ao nosso ver, desde que isso fosse o reinício do estreitamento de boas relações
com o clube. Porém não foi o que de fato ocorreu, salvo esporadicamente. No primeiro
jogo necessitamos alugar uma van para viajar; durante o campeonato os resultados
foram aparecendo, e as conduções também; porém, na reta final, quando o time mais
precisava, fomos abandonados, e conseguimos apenas alugar a van para o jogo com
menor distância naquela fase (contra o XV de Piracicaba). Resultado sentido em
campo: novamente o clube não subiu para a A-2.
Ganhamos
um novo inimigo: a traíra Sangue Rubro do EC Noroeste, de Bauru. Essa torcida
de mentalidade medíocre foi bem-tratada no jogo de Osasco, na fase em que lutavamos
pelo acesso; porém, na volta, agrediram, jogadores do NorusCÚ, os atletas
do EC Osasco. Algo imperdoável e que merece a devida represália no momento certo.
Na mesma A-3 houve uma
dissidência pacífica na torcida, criando-se uma nova entidade: a Lobos de Osasco,
fundada pelos torcedores Rogério, André e Manoel, composta principalmente por
torcedores do Helena Maria (bairro osasquense). Não houve brigas, pelo contrário,
as Torcidas são amigas e lutam pelo mesmo objetivo - o EC Osasco.
No
meio do ano uma grande alegria veio através de uma das nossas amizades. O EC Santo
André foi às finais da Copa do Brasil contra o Flamengo/RJ; no primeiro jogo,
no Parque Antártica, membros da NAÇÃO e da Lobos estiveram presentes, torcendo
e vibrando junto com os amigos da Fúria Andreense. No jogo de volta, no Maracanã,
fizemos melhor: mostramos a coragem do nosso lema e, diante de 72 mil flamenguistas,
a NAÇÃO (com a presença dos diretores Édson e Ricardo) apoiou novamente a Fúria
- inclusive levamos a faixa "NAÇÃO OSASQUENSE", demonstrando atitude. Final: Flamengo
0x2 Santo André, campeão da Copa do Brasil - e com a NAÇÃO OSASQUENSE presente
e vibrante!
Seguimos no
ano, com a presença do EC Osasco na Copa Federação Paulista de Futebol - a qual
terminamos entre os oito primeiros. Estreamos uma nova faixa (por sinal, no jogo
da segunda fase da Copa FPF em Osasco contra o NorusCÚ - cadê a Sangue
Rubro?), branca com letras azuis: "NAÇÃO OSASQUENSE - 6 ANOS". Foi uma forma de
antecipar a comemoração por seis anos de vitórias e aprendizados; seis anos de
JUVENTUDE GARRA CORAGEM e também de muita ATITUDE; seis anos para nunca serem
esquecidos, a serem comemorados em 05 de fevereiro de 2005.
E o ano de 2005 se inicia com a estréia de um site oficial. Assim nos marcamos
para a história com o nosso passado, fazemos valer o nosso presente e nos preparamos
para um futuro glorioso. Tentaram acabar conosco, é verdade, mas jamais conseguirão,
pois temos a alma e a força de uma nação, que não teme as dificuldades, pois as
conhece: a NAÇÃO OSASQUENSE!!!!!!
NAÇÃO
GANHANDO RESPEITO, ECO NÃO TÃO VITORIOSO
2005...
poderia
ter sido melhor, mas continuamos com a mesma JUVENTUDE GARRA CORAGEM do nosso
lema. E podemos continuar a acrescentar ATITUDE.
Começamos
o ano com a Copa São Paulo de Juniores. O EC Osasco foi mal em campo, mas
as Torcidas NAÇÃO OSASQUENSE e Lobos de Osasco fez o seu papel,
lotando as arquibancadas e incentivando. Durante a competição, uma
vitória da NAÇÃO OSASQUENSE: a estréia do site oficial
em 11 de janeiro. A quem acessa este site desde o início viu as transformações
sofridas, de modo que se tornou o veículo oficial de informações
da Torcida, bem como é o mais completo em termos de noticiar o clube. Além
disso, o extenso arquivo de fotos é uma relíquia não só
para a história da Torcida, mas também para a história do
clube.
Em seguida o ECO
entrou em campo na A-3. As Torcidas não puderam contar com ônibus
nas partidas fora da cidade no primeiro turno. Graças ao nosso amadurecimento,
isso não nos impediu de apoiar o time, nos valendo de recursos próprios
para viajar. Foi assim para Indaiatuba, Taboão da Serra, barueri, São
Vicente (considerada pelos torcedores a melhor excursão do ano) e São
José. Após tanto esforço veio as conduções
cedidas por Prefeitura e clube para Mauá e Suzano. Além disso, no
enfrentamento em dois jogos contra o arqui-rival barueri, provamos quem imita
quem na Região Oeste: na ida, lá, notamos que a equipe do arco-íris
não possuía Torcida organizada; poucas rodadas depois de NAÇÃO
e Lobos visitarem território inimigo surge a GAYrreiros de barueri, porém,
no jogo da volta, tal torcida de aluguel não veio à Osasco. Na Copa
Federação houve o reencontro, porém desta vez os gayrreiros
foram a ambos os jogos (com algum temor, é verdade); NAÇÃO
e Lobos, torcidas que não são de aluguel, estiveram, como sempre,
presentes nestes jogos.
Tanta
disposição nas arquibancadas não resultram em acesso do clube,
que não correspondeu em campo, não se classificando para o quadrangular.
O mal desempenho, inclusive, gerou protestos, como no manifesto conjunto de NAÇÃO
e Lobos, no início de março, e no protesto da UTI e do luto, quando
o ECO foi eliminado da competição.
Ainda
assim as Torcidas tiveram motivos para festejar. No dia da emancipação
da cidade, 19/02, NAÇÃO e Lobos novamente contaram com os recursos
próprios para promover uma festa interna comemorando seis anos de NAÇÃO
e um ano de Lobos, merecendo destaque em jornal.
Imprensa
foi um fator importantíssimo neste ano para nós, pois fomos diversas
vezes noticiados: os jornais Correio Paulista e Diário da Região,
a Equipe Furacão da Rádio Nova Difusora, a Rádio Divisa com
o Programa Na Linha de Fundo e a RedeVida de Televisão foram responsáveis
por divulgar a NAÇÃO. Contudo, sejamos justos: a Equipe Furacão
e o Diário da Região só nos deram destaque nos momentos de
revolta, pois são instâncias que estão atualmente contra o
ECO e elogiando o rival. Já o Correio Paulista e o Programa Na Linha de
Fundo deram destaque nas alegrias e nas tristezas, sempre ao nosso lado e mantendo
ótimo diálogo. A RedeVida tratou de nos mostrar como uma torcida-exemplo:
apóia e luta pelo time sem precisar matar ninguém.
Outro
fato interessante e festejado no primeiro semestre foi o ganho de mais uma amizade.
A Ramalhão Chopp, uma dissidência pacífica da Fúria
Andreense, nasceu neste ano e passou a estar no rol de amigos da NAÇÃO.
Sendo assim, mais uma Torcida andreense fortalecia a ligação entre
Osasco e Santo André, iniciada em 2003 e que só rendeu sucessos.
Agradava-nos, também, a idéia de mais uma Torcida de Chopp entre
nossos amigos; afinal de contas, os membros da NAÇÃO são
grandes apreciadores da bebida.
O
fim da A-3 parecia ser o fim da atuação do clube em 2005. Enquanto
o Garoto parecia que entraria em hibernação, NAÇÃO
e Lobos foram apoiar o futsal osasquense (representado pela equipe do Osasco/LOFS)
no Metropolitano masculino e no Paulista feminino. Fomos bem recebidos por atletas
e diretoria do futsal, porém as equipes não ganharam títulos.
A melhor atuação foi do futsal feminino, que foi vice e contou com
o apoio de NAÇÃO e Lobos nas finais no ginásio Presidente
Ciro, em São Paulo. O deslocamento foi feito por recursos próprios.
A
suspeita de hibernação não se concretizou e o Garoto voltou
para disputar a Copa Federação. Porém agora diretoria e Torcidas
estavam num melhor diálogo. Pudemos contar com condução cedida
para barueri, Rua Javari e Morumbi, além de irmos ao campo do Nacional,
na capital, com deslocamento próprio.
Torcida
e time iam bem: enquanto o segundo ganhava, a primeira lançava o seu adesivo,
no início de setembro. Muito elogiado, vendido nas arquibancadas do Rochdalle
e requisitado por Torcidas do Brasil inteiro (até mesmo os rivais compraram
de nós).
Mal sabíamos,
contudo, que a coisa não terminaria bem na Copa FPF. Não foi nem
o fato do time ter sido eliminado pelo Rio Claro, mas sim o descaso que nos privou
de uma condução cedida e confirmada um dia antes: Torcidas na frente
do estádio do Rochdalle, nada de ônibus e não havia tempo
hábil para o deslocamento com recursos próprios.
Este
fato não encerrou o ano. Pouco depois do ocorrido uma reunião foi
convocada pelo secretário de esportes de Osasco, de modo a tentar resolver
desentendimentos - em vão, pois a reunião foi frustada, já
que misturou quem lida com futebol profissional com aqueles que lidam com o amador.
Uma
última tentativa foi feita, porém desta vez deu certo: representantes
das Torcidas (um de cada) foram convocados para o jantar do ECO de encerramento
do ano. Na ocasião foi deixado claro, de ambas as partes: que hajam críticas
para corrigir os erros, mas que as mesmas venham de quem está a favor do
Esporte Clube Osasco e suas Torcidas.
Não
adiantava mais reclamar. O ano acabou e o que passou tinha que ser usado como
lição. O mais importante é que as Torcidas continuavam vivas
e a NAÇÃO tendo o respeito e admiração de torcedores
de outras equipes e até de outros Estados.
O
PREÇO CARO DA FALTA DE RESPEITO COM A NAÇÃO
2006
começou com expectativas, pois a NAÇÃO se sentia mais Organizada
e mais forte. Amizades, faixas, adesivos e o site sendo cada vez mais acessado
- até pelos inimigos. Porém a pergunta continuava: o time vai seguir
o mesmo ritmo da Torcida? Questão estranha, mas real, pois no ano anterior
a NAÇÃO cresceu em qualidade, mas o ECO não vencia em campo.
Na
Copa São Paulo de Juniores uma grande decepção:três
jogos e três derrotas. Já a A-3 começou bem diferente: time
líder, invicto e sem tomar gols até a sétima rodada. Porém
a alegria estava permeada por tristeza, na medida em que o clube não recebera
nenhum centavo da Prefeitura, devido a um bloqueio judicial. Não tivemos
dúvida e fomos a luta pelo dinheiro para o Garoto, ameaçado a abandonar
a A-3. A principal arma foi um abaixo-assinado pedindo a demissão do Secretário
de Esportes, Jairo José da Silva Júnior. Este foi entregue e gerou
brigas com o Secretário, mas conseguimos o dinheiro (267 mil reias) para
o ECO.
Como a briga gerou
respeito, o poder público atendeu nossas solicitações de
transporte público gratuito. Fomos a São Vicente, Indaiatuba, Mauá
e São José. Depois houve sinceridade, quando fomos avisados da limitação
da verba. Dividimos os gastos com a Secretaria de Esportes, e fomos para Santa
Cruz do Rio Pardo e Osvaldo Cruz.
Inexplicavelmente
o time começou a perder, mesmo contando com o apoio das Torcidas NAÇÃO
e Lobos. Ainda assim se classificou e foi para um dos quadrangulares que davam
vagas para o acesso. Importante foi, nesse caminho, os contatos que Roqueiro e
Edson fizeram com outras Torcidas, através da comunidada da A-3 no Orkut
e do site. Os contatos virtuais viraram amizades reais. Fúria Jovem (Indaiatuba),
Loucomotiva e Furacão Tricolor (Santa Cruz do Rio Pardo), Torcida Independente
do Grêmio (Mauá), Guerreiros do Tigre (São Bernardo) e Fúria
Azul (Osvaldo Cruz) passaram a nos considerar e nos admirar.
No
quadrangular a NAÇÃO continuava progredindo na organização:
fazia cartazes para chamar Torcedores, auxiliava, junto com a Lobos, no trabalho
dentro do Estádio Liberatti, retornaram com o bandeirão financiado
por Délbio Teruel e mostravam muita disposição nas arquibancadas,
enfrentando até a polícia, se preciso fosse (como na partida contra
o São Bernardo - valeu pela ajuda, Guerrieros do Tigre!). O time em campo
voltou a corresponder nas rodadas iniciais, mas quando faltavam apenas duas vitórias
para o acesso, foi derrotado em casa para o Osvaldo Cruz, e depois só conseguiu
dois míseros empates. Pior, na partida contra o Osvaldo Cruz jogou sem
garra, sem vontade e mal chutou a gol. Além disso, a diretoria - especialmente
o sr. Maguila - passou a destratar as Torcidas. Conclusão: adeus A-2 DE
NOVO! E agora sem nenhuma luta.
Eis
que este site recebe um e-mail da Brasiltech Sports alertando que o presidente
Juvenal Ferreira pega dinheiro, gasta e não presta contas. Foi a gota d'água:
se Maguila disse que as Torcidas não ajudam o time, agora vamos botar para
foder!
Procuramos o mesmo
Jairo, outrora inimigo, para mudar o pedido. Ao invés de dinheiro para
o ECO, agora nenhum centavo, e as torcidas suspenderam o seu acompanhamento ao
Garoto. Por que? Os ditadores mereciam sofrer. Justo nós, que poderíamos
dizer que o Garoto nunca andou sozinho, agora o abandonamos - pela primeira e
única vez. Algo muito triste para nós, mas um mal necessário.
E
na Copa FPF o desempenho foi péssimo. Será que os ditadores aprenderam
a lição? Tínhamos dúvidas, mas já era hora
de retornarmos.
Cliquem
no link abaixo para lerem o texto que marcou o nosso retorno: a primeira notícia
do site da NAÇÃO reformulado.
NAÇÃO
OSASQUENSE de volta às arquibancadas e à Internet!
Leiam
o resumo do ano de 2007!